A Arqueometria

Por em 19/01/2010


ArqueômetroA busca de uma síntese de todo o conhecimento esotérico parece ter sido a dedicação de muitos místicos ao longo da história da Humanidade. Entre os quais Raymond Lule, Leibniz, Nicolau de Cusa, Giordano Bruno, Athanasius Kircher, Pico della Mirandola, Francisco Sanches e Fabre d’Olivet, sendo que Sant Yves é considerado um continuador das pesquisas de Fabre, e uma das fontes de Madame Blavatsky. De todos esses buscadores sinceros, Sant Yves foi o que mais perseguiu a idéia de utilizar essa síntese de forma prática no mundo material, como prova contundente da harmonia e da ordem cósmica.

Nessa busca Saint Yves criou o Arqueômetro, inclusive registrando sua patente de invenção, em 26 de junho de 1903, sob nº. 333.393, na Oficina Nacional da Propriedade Industrial da República Francesa, onde se diz que o padrão arqueométrico é o meio de aplicar a regra musical à arquitécnica e às belas artes. Embora tenha passado pela transição antes de ver sua obra divulgada e aplicada pelo mundo, Saint Yves nos deixou um legado muito importante para a compreensão dos mistérios da harmonia cósmica.

Sua obra longe de ser terminada, é mais uma fonte para que consigamos materializar uma Nova Era, onde o conhecimento da harmonia da arquiometria divina, onde sons, cores, letras e números se agrupam para dar forma ao mundo físico e através dele possamos enxergar a beleza da Ordem Cósmica do universo.

“Os ancestrais tomaram realmente como uma chave geral de adaptação o céu e sua constituição. De forma que, embora todos os arquivos terrestres viessem a desaparecer, era sempre possível reconstruí-los com o instrumento que formava a base de todas as artes e de todas as ciências do céu. É por isso que o conhecimento da antiga astrologia é indispensável aos verdadeiros pesquisadores, como também ao historiador digno desse nome. O céu foi dividido pelos ancestrais em doze grandes divisões, cada uma delas correspondia a um astro :estes, por sua vez, tinham domicílios positivos ou negativos, quer dizer, diurnos e noturnos, em cada uma dessas casas. Se lembrarmos, na antiga astrologia, cada signo do Zodíaco tinha uma letra, a mesma coisa para cada planeta, de tal forma que o céu era constituído por um verdadeiro alfabeto em movimento, no qual as letras planetárias se apresentavam em frente a cada uma das letras fixas zodiacais; eles inscreveram no céu nomes que encontraremos novamente em todas as grandes religiões: Ichwa-ra ou Jesus Rei, Mariah ou Mayah, Maha-maia ou a Virgem das grandes águas celestes; possuem seus nomes inscritos com letras de fogo no céu desde a constituição dos primeiros elementos terrestres.”. O Arqueômetro (pág.196)

Saint Yves sonhava com a síntese da religião e da ciência, assim como sua aplicabilidade na forma de governo, a sinarquia em contraposição a todas as formas de anarquias, declaradas ou veladas. Como podemos notar é através da tentativa e do esforço em tornar nossos sonhos realidade, principalmente quando esse sonho engloba toda a Humanidade, que esses sonhos aos poucos vão se tornando reais, daqui até o estabelecimento da Era de Aquário o conhecimento deixado por Saint Yves será aperfeiçoado e colocado em prática. Nesse ponto devemos está atentos para a constante evolução da física quântica, da genética e da ciência da computação que poderão nos fornecer a tecnologia necessária para uma aplicabilidade cada vez maior do Arqueômetro, e o do estudo sistemático e aberto da arqueometria.

Dentre os conhecimentos correlacionados com a arquimetria temos a sonometria, estudo dos sons, aritmologia, estudo dos números e morfologia, estudo da formação das palavras. Saint Yves classificou os alfabetos de acordo com o número de letras, assim os alfabetos de 36 letras foram chamados de decânicos, os de 30 letras alfabetos mensais, os de 28 letras os alfabetos lunares, os de 24 letras como alfabetos horários zodiacais e os de 22 letras os alfabetos zodíacos-solares. Pode-se perceber que os alfabetos foram formados numa relação direta com a formação dos calendários criados de acordo com a teologia das religiões dos povos que os criaram, que por sua vez foram baseados na observação astrológica.

O Arqueômetro foi criado baseado no alfabeto zodiacal-solar de 22 letras e representados pelos alfabetos siríaco, assírio, samaritano e caldeu, todos derivados ou relacionados aos alfabetos hebraicos, árabes, sânscrito e vattan ou adâmico, este último considerado o alfabeto morfológico dos primeiros patriarcas, protótipo das letras védicas e sânscritas.

Saint Yves coloca nas páginas do arqueômetro que a partir do renascimento a filosofia que dava a síntese de várias ciências foram rejeitadas, e assim separou-se a química da alquimia, a física da magia, a teologia da teurgia, os números e a matemática oculta, e principalmente a astronomia da astrologia, nesse particular ele cita textualmente “A astrologia povoa o céu dos seres vivos e das forças inteligentes, enquanto a astronomia nos mostra acima de nossas cabeças um imenso cemitério de massas inertes e de forças cegas. Aguardando a união oficial das duas ciências, a séria astronomia e a oculta astrologia, indicaremos os elementos indispensáveis para compreender os livros dos antigos e dos modernos astrólogos. É necessário estudar três ordens de objetos: 1º.)Os planetas; 2º.) Os signos do Zodíaco e sua lista das casas planetárias; 3º.) As relações desses astros e desses signos com a vida e o destino dos entes que vivem sobre os planetas.”.(p.248)

Saint Yves vai mais além e coloca que além da separação entre astronomia e astrologia, a síntese dessas duas, a astrosofia, que se tornou praticamente desconhecida.

*Jesse Rodrigues, é cearense, radicado em Brasília, astrólogo e escritor. É autor de DOM (2008), Kabbalah (2ª edição em 2009), O Astrólogo (2008), O Dom da Vontade (2009), e A Sombra da Fênix (2009). Blog do autor http://oastrologo.blogspot.com




Por Jesse Rodrigues, em 19/01/2010 - 00:01. Você pode acompanhar as respostas a este texto acessando o leitor RSS 2.0.

2 respostas to “A Arqueometria”

  1. Célio Bordon

    Caro Jesse Rodrigues,
    Apreciei muito o artigo sobre arqueometria e interessa-me saber mais sobre o assunto.
    A propósito, gostaria de saber se a Catedral da Sé, em São Paulo, está construida de acordo com os princípios arqueômetros de Saint Yves.
    Desde já agradeço a sua atenção.
    Atenciosamente,
    Célio

    #716
  2. Jose Amaro

    Não sei te responder essa questão, mas gostei da matéria e queria conhecer mais sobre a Arqueometria e seu aspecto esotérico. Se possível peço que me enviem por email.

    #1400

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