Sandra Starling

Não sei como dar um título a coisas como estas

Pensei em intitular como um circo o que anda acontecendo no Congresso. Mas os circos merecem meu respeito e minha saudade. Um mau teatro? Deles podemos escapar: é só não ir. Se a novela é ruim, a gente desliga a televisão. Mas o que fazer com essas excelências?! Vejam só. Ex-senador pelo PTB, Gim Argello, é aquele mesmo, apadrinhado por Dilma e Renan que seria sabatinado por seus pares para ocupar uma vaga de ministro do TCU e renunciou antes, mudou de nome parlamentar no fim de seu mandato. Se alguém tentar saber algo sobre ele, no Senado Federal, nada mais encontrará nas páginas oficiais. Teria morrido? Não! Está vivinho da silva, mas não adota mais esse apelido de guerra. Voltou a ser o cidadão Jorge Afonso Argello, seu nome de batismo. Até aí, tudo bem.
Celso Lungaretti

A opção de Dilma e Levy é pelos ricaços

Salta aos olhos que a presidenta Dilma prefere agradar aos 0,2% de apaniguados que controlam a grande imprensa e a maioria dos políticos, pois sabe que deles, em última análise, depende sua permanência ou não no Palácio do Planalto até o final do mandato. E Levy continua defendendo os interesses que sempre defendeu --em posições subalternas, ressalte-se, seja no Fundo Monetário Internacional, seja no Bradesco.
Sérgio Domingues

Da crueldade infantil à brutalidade penal

Costuma-se dizer que ao invés de mais presídios precisamos de mais escolas. É a mais cristalina verdade. É exatamente por isso que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) procura lidar com os delitos infanto-juvenis com ênfase nas medidas educativas. O problema é que a mesma lógica que jamais permitiu ao ECA funcionar como instrumento pedagógico mantém e aprofunda o caráter punitivo e opressor da maioria das escolas. Desse modo, a redução da maioridade penal só apressaria a transferência da sala de aula para a cela prisional. Para muitos, não basta privarmos crianças, adolescentes e jovens de uma educação humana e emancipadora. Nem é suficiente que desistamos de sua dignidade. Também é preciso condená-los à brutalidade do sistema penitenciário. Destino recorrente dos mais fracos entre os fracos.
Pedro Bondaczuk

No devido contexto

O célebre monólogo criado por William Shakespeare no ato 3, cena 1 da peça “A trágica história de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, tem sido interpretado de formas variadas, porquanto comporta diferentes interpretações. Contudo, um equívoco, bastante comum, tem a ver com (digamos) a continuidade dessa célebre produção. Para que ela seja devidamente entendida (e aproveitada) é indispensável que seja lida (e representada) no devido contexto. Há, por exemplo, quem situe o famoso dilema "Ser ou não ser" em parte do enredo em que ele, de fato, não está. O monólogo não se dá, como já li muitas vezes, na cena em que Hamlet, no cemitério, segura a caveira de Yorick, o falecido bobo da corte.
Nathali Teixeira Lopes Kafski

A redundância da sua comunicação

Você já parou para pensar na importância de cada palavra que emite? Na redundância que aquilo que você fala tem no mundo e, principalmente, junto as pessoas que fazem parte da tua vida, pessoal e profissional? Provavelmente, não! Atualmente, falamos muito em construção da marca pessoal, mas esquecemos de nos questionar quanto ao material que produzimos informalmente: o feedback solto a um amigo, uma crítica pouco construtiva a um irmão, um desaforo dito a um pai. Você já pensou sobre isso?
César Maia

Por que as fusões de partidos agora são tão importantes?

O PSB e o PPS anunciaram a fusão de seus partidos. O PTB e o DEM informaram que analisam a fusão de seus partidos. Outras fusões estão em análise ainda de forma discreta ou especulativa. Por que tudo de uma vez só? E agora? Os sêniores do Congresso e os líderes partidários com força de aglutinação sabem que um elemento componente da crise política é a desintegração da Câmara de Deputados –representação do Povo- com 28 partidos. O partido com maior número de deputados é o PT com 13,6% dos deputados. Segue o PMDB com 12,8%. O PSDB maior partido de oposição tem 10,5% dos deputados. PSD, PP e PR uns 7% cada. PTB, DEM, PRB e PDT uns 4,5% cada. Etc.
Julio Cesar Cardoso

Leilão dos cargos públicos

Ser político no Brasil é um grande negócio, pois as vantagens auferidas são muitas. E é por isso que as dinastias políticas se multiplicam no país. Parece até que o cidadão dessa linhagem já nasce com o DNA político, de tão manifesto é o seu interesse solerte pelo exercício político. O Brasil, lamentavelmente, é um país irremediável no combate ao nepotismo, toma lá dá cá, balcão de negócios e outras barganhas indecorosas. A indecência não é culpa só deste governo, mas um traço de indignidade derivado desde os primórdios da República. Por isso, por exemplo, quando os políticos do PSDB criticam o comportamento do PT, PMDB etc., se esquecem de que não são diferentes, ou seja, são farinha do mesmo saco.
Jorge Béja

Entenda como vai tramitar a ação penal contra Dilma

A respeito da representação que o PSDB e mais quatro partidos políticos prometeram apresentar ao Procurador-Geral da República com pedido de abertura da ação penal contra a presidente Dilma Rousseff, seguindo a sugestão do parecer do Jurista Miguel Reale Junior, o Dr. Rodrigo Janot, Procurador-Chefe e destinatário da representação, pode recusá-la e até mesmo “jogá-la no lixo”, o que não será difícil acontecer, como exposto pelo jornalista Carlos Newton em artigo publicado no site "Tribuna da Internet". Mas o Procurador-Geral da República não tem poder tão absoluto assim. Não é um Luis XIV nem um déspota, a ponto de ser sua decisão independente, absoluta e irrecorrível.
Mariana Ribeiro

Nós, os fabricantes de solidão

Somos tão livres como nunca fomos. Pode-se escolher carreira, viagens, hobbies, pessoas. Acima de tudo pessoas. Pode-se trocar de carreira, de hobbies e de pessoas, o tempo todo. Por que o resultado disso não é maravilhoso? Por que os cidadãos da era "Tinder" são tão solitários? Por que os pregadores do desapego nas redes sociais parecem tão felizes e divertidos por lá e na realidade estão em desespero, viciados em remédios? E de onde foi que eles saíram?
Viriato Moura

Gestos que podem melhorar o mundo

Em recente estada em São Paulo, ao tomar um táxi que me levaria de volta ao hotel, fui surpreendido por dois gestos simples, porém definidores de uma conduta a ser praticada por cada um de nós para melhorar o mundo. Aquela que é a maior capital brasileira, tem o maior problema brasileiro de trânsito, como se sabe. Como se não bastasse o excesso de veículos, nos dias chuvosos há alagações que além de obstruírem as vias urbanas causam prejuízos aos proprietários dos veículos que lá circulam. Um agravante corriqueiro nessa situação já caótica ocorre quando há acidentes de qualquer ordem que dificultam o fluxo do tráfego. É frequente ouvirmos pelo rádio informações sobre engarrafamentos, por vezes quilométricos.
Samuel Magalhães

Se a Dilma não faz a parte dela, faça a sua!

O nosso problema, é achar que os culpados estão em Brasília! Quer saber onde está o culpado? Procure o espelho mais próximo! Só existe uma maneira de mudarmos o país e não é fazendo impeachment! Precisamos fazer o que está ao nosso alcance e parar de reclamar do outro que não fez a parte dele. Considero as manifestações extremamente válidas e saudáveis! Um verdadeiro ato patriótico! Mas depois de colocar uma camisa do Brasil, levar seu cartaz, quase perder o fôlego assoprando seu apito me diga, o que você fez? O que você fez de verdade? Acho extremamente válido que milhões de pessoas saiam às ruas para reivindicar melhorias, transformações. Se você foi um dos que saiu às ruas, meus parabéns! Mas, me desculpe, isso não é fazer sua parte.
Avelino Gomes Moreira Neto

Hipótese sobre a crise no Brasil

Desde que a presidenta Dilma Rousseff tomou posse no segundo mandato, a movimentação das panelas, a apuração de crimes na Petrobrás, as divergências exacerbadas no Congresso Nacional, a insinuação de golpe, têm sido constantes. Não se percebe, com precisão numeráveis crimes semelhantes, praticados ao longo dos anos, como por exemplo os milhões depositados irregularmente no exterior por uma quantidade imensa de brasileiros, a atual crise no CARF, a suposta locupletação no Paraná e tantas outras que avassalam a economia do país. Sobre isso a imprensa divulgou fatos, mas visivelmente não deu a eles o mesmo tratamento daqueles acontecidos na empresa acima citada.
Carlos Chagas

O sonho que virou pesadelo

O orçamento foi aprovado pelo Legislativo, segundo previsão do Executivo, que agora retira 69.9 bilhões de reais do total. Todos os setores do governo foram atingidos, mas a indignação maior refere-se à Saúde, que perde 11.774 bilhões e à Educação, garfada em 9.423 bilhões. Hospitais e escolas, de resto deficientes e insuficientes, sofrem a maior agressão. A quem a população deve reclamar? Aos que puseram a economia nacional em frangalhos, quer dizer, o governo, grande responsável pelo caos que nos assola. Primeiro por sua incapacidade. Depois pela imprevidência. Só que quem vai arcar com o prejuízo somos nós, a sociedade.
José Renato Nalini

Patrulha paranóica

O “politicamente correto” nem sempre funciona. A inspiração pode ser a melhor, mas os resultados não correspondem à intenção. Embora o arcabouço jurídico repouse sobre a presunção de boa-fé, o que prevalece é exatamente o contrário. Desconfia-se de tudo e de todos, como se já não houvesse probidade sobre a Terra. Há setores em que essa experiência é nítida. A administração pública depende de orçamento, fruto da contribuição de todos. Está premida por uma normatividade minuciosa, que acarreta lentidão, suscita entraves e obstáculos de toda a ordem. O objetivo de atender aos princípios da lisura, da ética, da estrita observância às regras da boa conduta administrativa vai gerar nefasta disfuncionalidade.
Bruno Peron Loureiro

Giro de consciência

Enquanto escrevo estas linhas, milhões de brasileiros culpam a presidente da República (Dilma Rousseff) por deixar de representar bem seu eleitorado que se crê instruído, ilibado e produtivo. Basta uma comparação entre esferas de atuação para comprovar que brasileiros são, em realidade, muito bem representados por seus deputados, governadores e chefes de Estado. Refiro-me às dezenas de milhões de meio-cidadãos que se portam como selvagens numa calçada, num volante e noutros lugares. Tais brasileiros não se deveriam surpreender com os desmandos e as prevaricações de outras esferas. Há que reconhecer deveres cívicos em qualquer nível de interação e culpar-nos pelo funcionamento ineficaz e ruim da sociedade.
Gustavo Barreto

E se fosse com você?

E se fosse com você? Se fosse na sua família? Reagiria com a mesma pena desses bandidos? E se você passasse a sua vida inteira levando esculacho de PM e vivendo em meio ao fogo cruzado em uma favela? E se você não pudesse ir à escola porque falta muito professor e você não conseguiu se alimentar direito e teve problemas com isso durante a fase de crescimento? E se sua comunidade já estivesse na décima segunda chacina, e até agora ninguém foi julgado?
Percival Puggina

Alerta aos pais!

Não é por acaso que nosso sistema de ensino se tornou um dos piores do mundo civilizado. Duvido que algum pai, ao matricular o filho numa escola, fique na expectativa de que lhe sejam enfiadas na cabeça as idéias políticas que seus professores tenham. Os pais esperam exatamente o oposto. Esperam que os professores não façam isso porque reservam tal tarefa para si mesmos, segundo os valores e a cultura familiar. Os dirigentes do sindicato dos professores do ensino particular (e não pensam diferente as lideranças dos professores do ensino público) estão convencidos de serem detentores não do dever de ensinar, mas do direito de doutrinar!
Pedro do Coutto

Economia não se recuperará este ano!

Ao anunciar no final da tarde de sexta-feira o corte de praticamente 70 bilhões de reais no orçamento de 2015, o ministro Nelson Barbosa, do Planejamento cometeu uma contradição essencial: ao mesmo tempo em que previu uma redução de 1,2% no PIB este ano, levantou a perspectiva de uma reação positiva da economia no segundo semestre. O ano, como se sabe é formado por dois semestres. Assim a retração de 1,2% no PIB abrange tanto o primeiro quanto o segundo semestre. O desajuste das contas apresentadas pelo ministro Nelson Barbosa entretanto, não termina aí. Ao anunciar que o corte na lei de meios foi o maior da história, como prova de um esforço geral para equilibrar as contas públicas, esqueceu de acrescentar aos 70 bilhões a taxa inflacionária dos últimos 12 meses, que se encontra na escala de 8,2 pontos.
Afonso Guerra-Baião

O sonho acabou?

Contam que Montesquieu teria dito a Madame de Châtelet, a cientista que buscava ressignificar o saber através da sabedoria: “A Senhora deixa de dormir para aprender Filosofia; seria preciso, ao contrário, estudar Filosofia para aprender a dormir”. Então vem a pergunta: como entender esse conselho, se a Filosofia tem a ver com a vigília, com a mente desperta para o pensamento lógico, para os juízos da razão, enquanto o sono é o portal para o inconsciente e suas manifestações oníricas? Há duas respostas: a primeira é que, se conhecimento e sabedoria fossem equivalentes, Madame de Châtelet não teria perdido o sono; para a segunda resposta, será preciso recorrer a duas ou três citações.
Diego Andreasi

Propaganda importa porque funciona!

Você pode achar que é uma exceção. Que suas preferências são autênticas e que a publicidade só funciona com outras pessoas. Mas a publicidade não existe para fazê-lo comprar um produto imediatamente. Não mesmo. Ela existe para implantar impressões sutis que impelirão vendas mais tarde. Quem não consegue reconhecer seu efeito provável sobre si está sendo enganado duas vezes. Quem não entende sobre vendas acha isso trivial, se não fundamentalmente desonesto.
Aristóteles Drummond

Economia sem rumo, política sem coerência…

Reparem as lojas fechadas. O Titanic navega, todos dançam animadamente na noite. Até quando? O dinheiro investido ou a receber de países caloteiros e falidos passa de dez bi de dólares. Agora é o aeroporto de Havana financiado pelo Brasil. Meio século de observador do Brasil, como jornalista e participando da administração publica, me permitem a ousadia de tecer considerações sobre o futuro de nossa economia que me parece sombrio. Esta história de tributar o lucro dos bancos é coisa de puro sentido ideológico.
Julio Cesar Cardoso

Aos refratários à redução da maioridade penal

A verdade é que a maioria desses menores pratica crimes porque sabe que a seu favor impera uma legislação penal de 1940, leniente e obsoleta. Por outro lado, não se trata de problema social senão todos os menores pobres seriam delinquentes. O que falta é a sinalização de endurecimento das penas. Dirão alguns hipócritas parlamentares que o país precisa de mais escolas e menos cadeia. Muito bonito e romântico. Eu diria mais escolas e mais cadeias para transgressores de todas as idades. Na Inglaterra, país de Primeiro Mundo, com educação avançada, o infante de 10 anos de idade tem responsabilidade penal. Por que no Brasil é diferente?
Lugus Chrispino

Reflexão sobre os crimes cariocas

Relato quatro casos que estão nos jornais de hoje, mas, quantos outros casos como esses não estão ocorrendo agora que eu estou escrevendo esse texto? E o que o Estado está fazendo? Precisa um cardiologista ser morto para colocar um policiamento mais ostensivo na Lagoa, um local que é tradicionalmente um ponto turístico visitado não só por cariocas, mas, por muitos turistas. E se fosse um turista norte-americano que estivesse no Rio, tivesse alugado uma "bike" para dar um passeio, por ter ouvido que ali é um lugar legal para andar de "bike" e tivesse morrido, o que diriam para o Obama?
Carolina Cruz

Esqueci o que é namorar

Sei que namoros não são simples e envolvem muitos outros fatores que me fazem crer que me esqueci o que é namorar. Meu último relacionamento não foi um bom exemplo de namoro. Sei que namoramos, porque ele mudou o status de relacionamento no Facebook, mas nunca ouvi de sua boca “quer namorar comigo?” Simplesmente aconteceu, foi mágico e ao mesmo tempo trágico. Será que atualmente as redes sociais são o ponto forte de uma relação a ponto de você deixar as alianças de lado e ter que ceder a um perfil compartilhado com a data do início do namoro no nascimento?
Victor Riva

Confusão filosofal

Já dizia Aristóteles que “um erro pequeno no princípio acaba por tornar-se grande no fim”. Uma confusão, por simples que pareça, no início da formação de uma criança, pode gerar uma confusão dos infernos lá na frente. Por esses dias minha noiva trouxe-me um livro para examinar. Era um livro didático do Ensino Médio, usado na disciplina de Filosofia na escola. Eu já não esperava encontrar um bom livro, evidentemente, mas por curiosidade resolvi ler alguns capítulos. Encontrei inúmeras coisas dignas de nota, mas vou me ater a uma delas em específico, algo que encontrei já nas primeiras páginas.
Marcela Picanço

Relacionamento aberto funciona?

Muita gente me pergunta como é ter um relacionamento aberto, como funciona, se dá certo, onde vivem, do que se alimentam...Na verdade, ele é um relacionamento como outro qualquer, mas exige muita conversa e compreensão. É importante a gente saber que existem outras formas de se relacionar. Não precisa seguir o fluxo. Essa história de poliamor, relacionamento aberto e amor livre estão sendo cada vez mais discutidas (não praticadas, porque isso sempre existiu). Eu tenho uma opinião singela de que o relacionamento aberto é algo bem importante principalmente para as mulheres. Sei que vocês vão falar que isso não tem nada a ver, mas pensa bem: sempre foi ok para os homens terem mais de uma mulher.
Percival Puggina

Educação para a transgressão

Pergunte a qualquer professor na faixa etária dos 50 anos qual a avaliação que faz entre a qualidade da educação que era ministrada ao tempo de sua infância e a que é fornecida hoje. Não estou me referindo a meros conteúdos didáticos. Estou falando em muito mais do que isso, estou aludindo à verdadeira educação, àquela que prepara as novas gerações para a vida social e para o exercício da liberdade. E sublinho: não estou limitando essa tarefa educativa apenas à sala de aula. Estou falando na educação que deve ser proporcionada em casa, nas Igrejas, nos vários ambientes de convívio social e mediante os meios de comunicação.
Tom Coelho

A farsa do Facebook

Vou pontuar desde o início: este artigo é direcionado a todos que investem no Facebook como instrumento de marketing digital. Esta mídia social, como muitas outras, são canais incríveis para cultivar relacionamentos. Desde os tempos do falecido Orkut, tive a oportunidade de resgatar amizades perdidas ao longo dos anos graças a estas redes sociais. Com mais de 1 bilhão de usuários ativos no mundo, é natural que se procure gerar e potencializar negócios através do Facebook. Assim, empresas passaram a utilizar o chamado Face Ads, destinando uma verba mensal para promover seus “posts”, buscando aumentar o número de “seguidores” e de “curtidas”. A pergunta é: “Qual a efetividade desta estratégia?”.
Samuel Magalhães

Dinheiro e família

Quando falamos de problemas financeiros pensamos na ausência de dinheiro. Afinal, lidar com a escassez de recursos faz parte do cotidiano da maioria dos nossos lares. O que muitas pessoas não sabem, é que da mesma forma que a falta de dinheiro pode trazer graves problemas para o convívio familiar, o excesso dele também pode. Se você faz parte do primeiro e maior grupo, aquele que lida com a escassez, imagino que lidar com o problema inverso seja seu sonho. Compreensível!
Carlos Chagas

A sombra da derrota do ajuste fiscal

Ponto alto da sessão inconclusa do plenário do Senado, na noite de quarta-feira, foi o discurso do senador Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro. Liderando um grupo de onze rebeldes senadores da base governista, entre eles Paulo Paim, também do PT, emocionado, o ex-presidente da UNE e ex-prefeito de Nova Iguaçu explicou por que votaria contra a medida provisória do esbulho dos direitos trabalhistas e previdenciários. Redimiu parte das esquerdas que não aceitam o neoliberalismo da presidente Dilma e do ministro Joaquim Levy, porque a conta do ajuste fiscal não pode ser enviada apenas para o trabalhador. Lindbergh criticou e pediu o abandono da política econômica do governo, sendo aplaudido pelas galerias cheias de sindicalistas e pela oposição a Madame. Leu um manifesto de intelectuais, contra a estratégia desenvolvida pelo palácio do Planalto.
Guilherme Alfredo de Moraes Nostre

Incriminação das condutas lesivas à liberdade de expressão

A liberdade de expressão deve ser entendida como um dos mais relevantes valores ético-sociais, cuja tutela se impõe em todos os níveis do ordenamento e com garantias institucionais da administração pública e do poder judiciário, que devem entende-la como bem jurídico fundamental. Na experiência brasileira, contudo, não se vislumbra uma estrutura normativa capaz de oferecer à liberdade de expressão proteção suficiente em face de determinadas condutas capazes de lesar esse bem jurídico, consubstanciadas em ações ou omissões do poder público, ou ainda, em condutas de pessoas físicas e jurídicas que, em determinadas circunstâncias, por serem detentoras de poder econômico, político ou social, podem violar a livre manifestação de ideias e pensamentos, a livre divulgação de fatos e acontecimentos, ou, em outras palavras, a livre circulação de informação.
Julio Cesar Cardoso

Construção de shopping center no Legislativo Federal

Os parlamentares estão passando dos limites da racionalidade. Eles não foram eleitos para gastar dinheiro do Erário com construção de shopping center! Onde está o respeito dos parlamentares com os contribuintes nacionais? O deputado Eduardo Cunha e seus séquitos irresponsáveis não têm vergonha de pretender gastar verba pública com construção de shopping, quando grande parte da sociedade brasileira, sem eira nem beira, padece nas portas dos serviços públicos de saúde, sucateados, sem condição de atendimento digno e humano, sem médicos, sem infraestrutura, com pacientes jogados pelos corredores e até nos banheiros, por falta dinheiro público para a saúde?
Roberto Romanelli Maia

Viver em condomínios fechados é a melhor solução?

Com o aparecimento dos primeiros condomínios "ditos fechados", inicialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo na década de 70 seus residentes passaram a viver dentro de uma falsa sensação de segurança em enclaves fortificados que levaram, na mesma proporção, ao surgimento e o crescimento dos shopping centers. Essa tentativa de isolamento, motivada por uma busca frenética por mais segurança conduziu a uma distorção do real e verdadeiro sentido da realidade urbana com um consequente afastamento de muitos dos espaços públicos, em detrimento de uma esperança de alcançar uma melhor convivência social e familiar nas cidades.
Julio Severo

Putin e os neoconservadores

A Rússia e os Estados Unidos estão envolvidos num profundo confronto ideológico, um confronto que não é amplamente compreendido na Europa Ocidental ou até mesmo na Casa Branca. Esse confronto começou em fevereiro do ano passado. O presidente Vladimir Putin da Rússia se viu envolvido no que parecia uma simples batalha defensiva contra a intervenção americana na Ucrânia. Ele agora está sob cerco dos EUA e da OTAN. As potências ocidentais promoveram o avanço das “revoluções coloridas” nos países vizinhos da Rússia, culminando no golpe na Ucrânia e a pequena guerra que se seguiu. Os eventos não saíram conforme o Departamento de Estado e a OTAN haviam planejado, e agora eles estão buscando vingança.
Arlete de Oliveira Del Posso Modolin

De experiências e prognósticos ambientais

"Para comandar a Natureza, é preciso obedecer-lhe"... A citação é oportuna, quando passamos a refletir sobre os mais recentes desastres "naturais" globais, e nos indagamos: causa ou efeito? Instigando o pensamento, para melhor entender seu sentido, há que se ajustar tal citação, na linha do tempo. Temos: a Natureza, um comando, e a obediência, ali, inseridos. Sabendo-se que a obediência espelha certo grau de submissão, então, em que medida, essa dependência, ou sujeição, poderia tomar o rumo e o alcance de um "comando"? Comando sobre a Natureza? Antropocentrismo puro? Urge escarafunchar o cerne dessa assertiva! Ou, seria mais uma dessas frases "non sense"?
Bruno Peron Loureiro

Nem messias, nem salvadores…

É difícil reorientar um adulto no Brasil no que se refere a práticas tão banais quanto atirar lixo na lixeira para manter calçadas e ruas limpas, evitar ruído excessivo desde seus veículos em vias públicas e na vizinhança após altas horas, e coletar dejetos de seus animais de estimação quando a passeio em logradouros públicos. Uma sociedade bem instruída e organizada não precisa de leis nem de fiscais que garantam a ordem. Basta que o bom senso e a boa instrução interiorizem em cidadãos regras básicas de convivência.
Gustavo Barreto

Qual a novidade no crime da Lagoa Rodrigo de Freitas?

Qual a novidade no crime da Lagoa Rodrigo de Freitas? Infelizmente nenhuma. Acreditamos que todos devem estar seguros, seja qual for o lugar. Certo? No entanto, alguém tem dúvidas sobre a seletividade da ação midiática e do poder público? Com a palavra, o secretário de Segurança do Rio: "Um lugar como a Lagoa Rodrigo de Freitas não pode de maneira nenhuma ser alvo desse tipo de atitude. É um lugar onde nós frequentamos, onde nós gostamos de ir, de frequentar. Não podemos admitir que ações dessa natureza aconteça."
Lugus Chrispino

Aos inúteis defensores dos direitos humanos

Gostaria de saber se os ditos membros dos Direitos Humanos, irão procurar os filhos do cardiologista morto por dois bandidos menores de idade que o roubaram e assassinaram para, provavelmente, trocar a bike por droga? Nessa hora não existe Direitos Humanos, nessa hora não aparece uma ONG dessas, que, basta darmos umas porradas nesses menores infratores, ou em bandidos, ou em traficantes, aparecem para defendê-los. Só queria perguntar uma coisa: quem disse que estes esses monstros são seres humanos? Por que bandido, menor infrator, traficantes, drogados, são defendidos por essa corja dita de Direitos Humanos?
Marcela Picanço

O amor é arte, não entretenimento!

A cultura de massa conseguiu se infiltrar em todas as áreas das nossas vidas, inclusive nas relações afetivas. Mas o amor tem o mesmo princípio da arte e não se encaixa nas regras do mercado. Amar ou fazer arte é sempre um tiro no escuro. “Em um relacionamento amoroso, sempre mostre para a pessoa que ela pode te perder a qualquer momento”. Sempre escuto essa frase e fico pensando como alguém ainda acredita nisso. A resposta é simples: Qualquer pessoa pode perder a outra a qualquer momento. Seja por uma morte, por causa de uma viagem ou simplesmente porque talvez a pessoa não goste mais da sua companhia.
Diego Andreasi

Por que eu deveria te contratar?

Entre as mais diversas perguntas que são feitas em uma entrevista de emprego, essa talvez seja a mais manjada delas. Saber o que você tem a oferecer para a sua futura empresa, ou o que a empresa tem a oferecer a um candidato, é uma resposta que deveria estar na ponta da língua, tanto dos candidatos, quanto dos empreendedores. Peter Thiel, um dos investidores mais famosos do mundo, diz em seu livro "De zero a um", que no geral, há basicamente dois tipos gerais de boas respostas para essa pergunta:
Daniel Archer Duque

Domésticas e terceirizados, a estranha lógica da desigualdade institucional

Entre as poucas certezas que temos atualmente, uma delas é que os termos e conceitos de ontem podem não ser os mesmos de amanhã. Um dos melhores exemplos disso se dá entre os conceitos de esquerda e direita, principalmente na delimitação do que está realmente em discussão. Há não muito tempo, como se sabe, era fácil dividir esquerdistas e direitistas entre socialistas e capitalistas, respectivamente. No entanto, após a queda do Muro de Berlim, cada vez mais os termos se modificam e temos cada vez menos precisão em definir quais são as causas e debates de cada lado.
Silvio Persivo

O presente chinês será grego?

As manchetes já festejaram e o governo brasileiro vê quase como uma tábua de salvação a vinda do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, com mais de 200 empresários e um pacote de investimentos destinados ao Brasil estimados em 53 bilhões de dólares, que tornaria realidade alguns grandes projetos brasileiros necessitados de capital, como é o caso da Ferrovia Transoceânica, um mega-projeto de ligação ferroviária entre o Rio de Janeiro e os portos do Peru, investimentos em energia, como a linha de transmissão da usina de Belo Monte e projetos industriais, com ênfase no setor automobilístico e de máquinas e equipamentos. Bem, a própria denominação “negócios da China” já traz em si, a idéia de lucros extraordinários. A questão, quando se trata com os chineses, é de perguntar: extraordinários para quem?
Francisco Vieira

Precisamos limpar o Supremo e os tribunais superiores

O nosso Poder Judiciário é tão podre que nem se discute se é ética ou não a aposentadoria de magistrado bandido que, embora postado em um gabinete, passou a vida trabalhando para o crime organizado… Mude-se o Poder Judiciário e os senhores verão sobrar dinheiro público. Enquanto isso não for mudado, enquanto bandido não tiver medo de magistrado e enquanto magistrado não se dar o respeito e não tiver vergonha de apertar a mão de bandido nas confraternizações, solenidades e festas, não passaremos de burros de carga de uma grande fazenda.
Pedro Bondaczuk

A aparência de Shakespeare

A fisionomia de William Shakespeare é um dos tantos mistérios que cercam essa figura enigmática. Como tudo o que se refere a ele, é, também, questão que gera ácidas polêmicas que não têm fim. Volta e meia anunciam-se descobertas de supostos retratos dele, pintados por algum determinado pintor, anúncio que é imediatamente desmentido, ou contestado ou posto em dúvida por muitos. Quanto mais o tempo passa, mais aumenta a curiosidade das pessoas sobre como ele era. O próprio Shakespeare, em um dos sonetos dedicados à não menos enigmática e misteriosa “Dark Lady”, dá uma dica de como era sua aparência, ao afirmar que era “um homem de meia idade e meio calvo”. Mas saber, saber de fato qual era sua fisionomia – mesmo admitindo que a pintura recém descoberta na mansão do Duque de Chandos, que os peritos da National Portrait Gallery atestam serem, mesmo, do mítico poeta e dramaturgo – ninguém sabe. Creio que jamais se saberá.
Julio Cesar Cardoso

Líder do DEM no Senado usa servidora da Casa Legislativa

A falta de escrúpulo, correção e honradez marcam o caráter de nossos políticos, respeitadas as exceções. Eles não medem o limite de suas ações e misturam o público com o privado. Geralmente os políticos consideram que o cometimento de um pequeno senão, uma "irregularidadezinha", praticado por eles, não representa crimes maiores. Agora, quando os seus adversários erram ou estão envolvidos em deslizes, bem, aí o quadro muda de figura, e o porrete é reclamado no couro dos supostos ou potenciais infratores. É o que se tem observado, por exemplo, com os políticos denunciados na Operação Lava-Jato.
Mauro Santayana

Quanto vale o BNDES?

Estamos vivendo uma situação absurda, kafkiana, na qual se punem e atacam empresas que, no exterior, sempre mostraram que o Brasil pode concorrer à altura com outros países na execução de grandes e complexos projetos de engenharia, como a Mendes Júnior, a Andrade Gutierrez e a própria Odebrecht. Companhias que, historicamente, levaram o nome do Brasil e a capacidade de realização da gente brasileira das montanhas dos Andes aos desertos africanos, em países latino-americanos e em lugares como o Iraque e a Mauritânia, ainda nos anos 1970, empregando milhares de compatriotas, exportando produtos e serviços e trazendo para o país bilhões de dólares em divisas, permitindo, ainda na época dos governos militares, que o Brasil recebesse combustível em pagamento dessas obras, enfrentando, com sucesso, a crise do petróleo.
Adriano Benayon

Destruição econômica e social

Nos países centrais ou imperiais, o Estado liderou o desenvolvimento econômico e nunca abandonou o fomento ao setor privado. À medida que este ganhou corpo, o Estado passou a apresentar-se como liberal, a fazer concessões no campo social e a adotar, na política, formas exteriormente democráticas. Nos períodos de crescimento e bem mais nos de crises, a concentração foi crescendo, e regrediram os avanços, surgindo o fascismo (antes da Segunda Guerra Mundial). E o fascismo não-declarado, como nos EUA, desde antes do inside job de setembro de 2001 (destruição das Torres Gêmeas e míssil lançado no Pentágono).
Pedro do Coutto

Ameaça de Cunha faz Dilma manter Janot na Procuradoria

A ameaça da do deputado Eduardo Cunha à presidente Dilma Rousseff para que ela não renove o mandato de Rodrigo Janot como Procurador Geral da República, revelada por Simone Iglesias e Paulo Celso Pereira, "O Globo" edição de sábado, vai inevitavelmente obrigá-la a reconduzir o chefe do Ministério Público para novo mandato de dois anos. Eduardo Cunha nega a ameaça, mas o fato é que a matéria publicada cita um diálogo seu com o Chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a respeito do tema. De qualquer forma a repercussão do fato já por si funciona como um ultimato à presidente da República.
Carla Pereira

A importância de ser voluntário

Os programas de voluntariado existem há muito tempo não só no Brasil como no mundo. Todos devem se lembrar de Betinho mobilizando milhares de pessoas no combate à fome ou o próprio programa médico sem fronteiras onde médicos que não são acomodados viajam ao longo do mundo, especialmente na África, combatendo doenças em especial da pobreza.
Carlos Rosa

A esperança não é a última que morre

O exemplo do menino resgatado após as autoridades do Nepal terem comunicado não ter mais chances de resgate do trágico terremoto, é uma prova de que o que morre por último é a ação, atitude. No caso da criança, como ainda não tem conhecimento nem expectativas do futuro, ficou parada esperando a mãe chegar. Sem levar seu cérebro para o conflito e ansiedade. Simplesmente ficou imóvel, e a respiração foi determinante para a sua sobrevivência. O que morre efetivamente por último é o esforço. A perda da esperança conduz para a inércia, mas a falta de ação é o derradeiro final. O coração para.
Vanessa Siqueira

O Brasil e a inaceitável dose de protecionismo

São os reflexos da renitente teimosia "dilmal", exercida - como de praxe - às expensas de quem efetivamente trabalha. Sob esse espectro, Ernesto Geisel nunca esteve tão vivo. O Brasil, sem tirar nem pôr, está reproduzindo o ciclo do período ditatorial em que a interferência do Estado na economia era a palavra de ordem e o protecionismo, a vedete da vez. Amargamos, à época, vultosos prejuízos, que não tardaram em se traduzir num baixíssimo crescimento. A política atual é anacrônica - porquanto reproduz os cânones daquilo que deu sobejamente errado há 50 anos - e ressuscita o que existe de mais assustador.
Wagner Victer

A Swissnex e a Suíça no Brasil

A aproximação econômica da Suíça com o Brasil é vista como estratégica também pelos suíços, pois aqui instalaram um dos poucos escritórios que possuem no mundo (tal como China, Índia, EUA, e Cingapura), Swissnex, em especial voltado para estabelecer parcerias e intensificar o diálogo com o Brasil nas áreas de ciência, educação, inovação e arte, isto sempre lembrando as importantes contribuições de suíços que viveram no Brasil como o sanitarista Adolpho Lutz (1855-1940), entre outros.
Eduardo Aquino

E se Jesus Cristo vivesse na era da internet?

Usaria Jesus para propagar seus ensinamentos as redes sociais? Teria página no Facebook, Instagram? Tuitaria o dia inteiro em sábias frases de 140 caracteres? Faria uso de um canal do YouTube, em que relataria suas andanças por Canaã, sua decepção em Nazaré, ou suas palestras em Jerusalém? Teria com seus discípulos e seguidores um grupo de WhatsApp e de forma obsessiva mandaria e receberia textos cheio de abreviaturas e emojis? Mandaria e-mails reveladores correndo o risco de hackers roubarem seu conteúdo?
Carlos Mion

‘Relacionamento Miojo’ x amor broxante

Para ter mais controle sobre sua própria felicidade e não depender da volatilidade para ter paz de espírito, evite a polarização de idéias e compreenda que a interpretação que cada pessoa faz na busca do prazer é EXTREMAMENTE INDIVIDUAL. Você pode ser diferente sim. Não é feio ou errado gostar de "50 tons de cinza" ou de "Uma linda mulher". O sexo, por exemplo, não deve ser feito na selvageria, na safadeza. Não existe um padrão. Sexo deve ser feito da forma que melhor der prazer para você e o seu parceiro. Se você gosta de sexo selvagem e realmente sente prazer com a prática, ótimo! Desfrute disso. Mas não queira impor esse tipo de comportamento como o melhor para todos.
Flávio José Bortolotto

Crise econômica vai durar, no mínimo, mais dois anos!

A presidente Dilma capitulou, reconheceu a necessidade de mudança, deu uma guinada de 180 graus sua política econômica, agora fazendo tudo o que o capital internacional exige para ficar aqui e até vir em maior quantidade, para que nossa economia volte a crescer. Teremos um ano de recessão (2015), um ano de baixo crescimento (2016) e, se tudo der certo e o capital internacional vier com tudo, haverá um razoável crescimento a partir de 2017. Mas, antes de melhorar, ainda vai piorar (desemprego, inflação, etc.), mas não será uma catástrofe. Já passamos por crises piores.
Julio Severo

O Papa está errado sobre a pena capital

O Papa Francisco, como seus antecessores nesse cargo, está dando declarações amplas acerca de questões políticas e morais sobre temas recentemente, desde a pena capital até à catastrófica mudança climática provocada pelo homem. Do que consigo deduzir sobre as ideias dele acerca desses assuntos, os sentimentos dele são fortes, há pouca ambiguidade em suas convicções, mas não existe quase nenhum argumento intelectual ou moral oferecido para apoiar suas opiniões.
Rogério de Alvarenga

O professor brasileiro

Ser professor: uma escolha de poucos. Nos últimos anos, tornou-se comum a noção de que cada vez menos jovens querem ser professores."Se eu quisesse ser professor, minha família não ia aceitar, pois investiu em mim. É uma profissão que não dá futuro.". O professor J.S. levanta-se às 5h da manhã, chega ao colégio para aulas de sete ao meio dia. De 14h às 17, aulas em outro colégio. Pega uma van e viaja uma hora para outra cidade. Aulas até as 22h. Chega a casa à meia- noite. E um aluno de faculdade perguntou-lhe um dia: “além de dar aulas, o senhor também trabalha?”
Carlos Chagas

Identificado novo vampiro nos céus de Brasília

Fosse feita uma pesquisa desde que surgiram os primeiros filmes de vampiro, até hoje, e não seria surpresa o resultado: as plateias torcem pelo dito cujo, quer dizer, o vampiro. Extasiam-se com suas dentadas e demais maldades, ainda que no final o monstro termine com uma estaca no coração, claro que até o próximo filme, quando despertará de um luxuoso esquife ainda mais pujante e maligno. Tem nome o novo vampiro que nos assola. Chama-se Joaquim Levy, ministro da Fazenda.
Carla Gameiro Dias

Comeu? E aí?

Dizem que a noite todos os gatos são pardos. São? Eu não sei de fato, mas se forem; um rosnado de tigresa vale uma noite? Um rugido de leão é suficiente por uma pegada felina? E é isso mesmo que queremos, uma "pegada" e nada mais? Antes de começarmos, façamos um esclarecimento; biologicamente, fisiologicamente falando, quem come é mulher, só para esclarecer, continuemos.
Pedro Bondaczuk

Providencial milagre do acaso

Tenho plena convicção, sem precisar de nenhuma prova, que alguma produção de William Shakespeare está em cartaz, neste exato momento, em algum teatro do mundo, atraindo grandes públicos. Quem sabe se trate até de alguma que se constituiu em contundente fiasco quando encenada em Londres pela primeira vez. Sequer preciso de comprovação para afirmar isso com tanta certeza dada a qualidade das suas peças e a empatia que promovem com os espectadores. Admiração maior, todavia, causa-me a aceitação da obra poética de Shakespeare. Ele publicou (em 1609) um único livro “Sonetos”, com escassas 154 composições do tipo e foi o quanto bastou para se imortalizar. É certo que contou com a ação do acaso para ser protagonista de uma improvável e rara “ressurreição literária”.